14.05.13 - Dia 28

Khel (D) - Estrasburgo (F) - Khel (D) - 20 km

Saímos a pé pela beira-rio para conhecer Estrasburgo. Na altura da passarela estava tendo um dia de competições esportivas juvenis e infantis: jogos, música, travessia da ponte por faixa etária. Ficamos sapeando por ali, vendo ir e vir da ponte e depois fomos para o centro de bus e tram.
Fomos direto para a Catedral que é o supra sumo da cidade: já vimos um bocado de catedral mas essa é demais!
Por fora a aparência é de leveza, rendilhada em pedra grês rosa, as colunas são muitas mas finas, o mesmo com as esculturas. A vontade é sentar num café na praça e ficar descobrindo os detalhes.
Por dentro a nave é gótica, as colunas finas aumentam a sensação de altura e as laterais da igreja são em estilo românico: mais rudes, grossas.
O que é explicável, uma vez que algumas levavam centenas de anos para serem concluídas, e os estilos iam mudando. Essa começou a construção no século 11 e só terminou em 1439. Por séculos foi a igreja mais alta do mundo, até que a de Colônia, na Alemanha, a ultrapassou (160 mts de torre).
Você não sabe para onde olhar portais ornamentados, coro, órgão, rosáceas.
E ainda tem relógio astronômico que 12:31 se põe em funcionamento com as figuras mecânicas se mexendo.
Sentamos na praça para tomar café e apreciar com calma a fachada.
O centro histórico é medieval com muitas casas enxaimel (travas de madeiramento preenchidas), pontes cobertas que faziam parte das muralhas da cidade, casarões. Sem contar a parte moderna da cidade com vários prédios de organismos internacionais, como ONU, Comunidade Européia e outros.
Almoçamos torta estrasburguense com salada verde... e doces amanteigados...
Por fim compramos 2 cadeiras para o MH, ficamos andando mais um pouco carregando as cadeiras. Sabem que por aqui as coisas normalmente não se embrulham. No mercado você leva suas sacolas ou pega caixas pela mercado.
Já vimos mulheres com rolos de papel higiênico na mão e chegam no carro ....  Mercedes, BMW ou Audi ... Sem maiores problemas! Situação impensável de imaginar na nossa realidade, além do mais essas pessoas também não tem empregadas em casa ...
Para voltar foi bem cansativo pois tivemos que andar muito e ainda carregando as cadeiras (o Silvano). Quando andamos de transporte público dá uma tristeza danada pensar no nosso transporte público:  pense quanta coisa melhoraria para o cidadão com um transporte de qualidade: menos horas no trânsito, mais possibilidade de passear com a família no fim de semana, poder levar o carrinho do bebê, o cão, a bicicleta...enfim, isso é a falada e propalada mobilidade urbana, para nós só usada como discurso em campanhas. Só em campanhas!
Voltando: jantamos arroz com aspargos. O único problema desse camping é que não tem @, está difícil fazer um blog com um pouco de qualidade. As emoções são boas de transmitir no dia, depois já fica chato.
Boa noite, bom dia.
Ps.: as fotos estão um pouco misturadas, mas dá para entender.
Rio Reno






























Dois trailers em formato de trem




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