domingo, 4 de outubro de 2015

30.09 e 01.10.2015 - Branne (F) - Zumaia (E) - Aranda del Duero

Dias 23 e 24 - Fronteira França (Hendaye) - Espanha (Irun)


Local onde passamos a noite em Branne...

Vamos por estradas pela região de Entre-Deux-Mers, justamente porque fica entre os Rios Garonne e Dordogne. Não tão reconhecida quanto à qualidade de seus vinhos mas com alguns rótulos conceituados com AOC (denominação de origem): Haut-Benauge, Cadillac e outros. 

 
Saímos sem tomar café e aqui paramos com essa vista da porta do motorhome


Nosso plano hoje é entrar na Espanha, pela cidade de Hendaye-Irun, onde estivemos em 2010, 2011 não lembro com exatidão ... quando fizemos o trecho do Caminho do Norte  que vai pelo País Basco até Bilbao. Um Caminho maravilhoso! 

Atravessamos Bayonne (foto acima), que é a capital do País Basco Francês e Biarritz , balneário para endinheirados
                                                         St-Jean-de-Luz: aldeia de pescadores e porto natural. Curiosidade histórica: aqui em 1660, ocorreu o casamento de Luís XIV com a infanta Maria Teresa da Espanha, união que esperava-se selaria a união de França e Espanha. Mas no fim acabou envolvendo os 2 países na Guerra da Sucessão Espanhola. É muita história, muita nobreza e por conseguinte ... muitas intrigas ...

Antes de atravessar a fronteira paramos num McDonalds para tomar 2 cafés e objetivo maior ... usufruir um pouco da @ e ver as notícias dos últimos dias ... 
              Ponte que marca a fronteira entre França (Hendaye) e Espanha (Irun)
Quando fizemos o Caminho do Norte atravessamos a pé essa ponte, já com a mochila nas costas.
Como o litoral nessa região é muito recortado viemos pela Autovia, pedagiada. Aqui funciona assim: quando entramos na estrada pegamos um ticket e ao sair o pagamento é referente aos kms rodados nesse trecho. 
Saímos em direção a Zumaia, uma das paradas do Caminho. Camping 4 estrelas, semi-vazio e com todas as facilidades que amenizam o seu fim de dia.   
Dia seguinte ...,
Nos preparativos diários : olhar água e óleo, abastecer a caixa de água potável e partir. Silvano já queria pegar a Autovia, mas viemos pelo litoral até Deba para relembrar alguns trechos caminhados. Em Deba, pensamos em Henrique, de Jaguarão, que tem seus antepassados nessa região. 
                                      Marcação do Caminho de Santiago, num sobe e desce semfim ...salvadoras setas amarelas ... cidades estão à beira-mar e as trilhas galgam as montanhas, tudo bem que não são alturas exageradas mas é subir e descer o tempo todo!
                              Mirante em Deba com os "alcantilados" no mar, essas pedras que avançam mar adentro


Nesse ponto voltamos para a Autovia ...
A estrada que nos levará a Arganda del Rey atravessa Vitoria-Gasteiz;  Burgos, outro marco mítico do Caminho de Santiago (ao longe vemos as agulhas da Catedral) e a paisagem muda radicalmente:
árida, com vegetação rasteira e cor amarela ou cinza



Nosso guia de camping nos indicava Aranda de Duero como objetivo do dia. Nada como estar preparado para as surpresas do caminho ... Fechado ... Um senhor que por ali estava (eu não o vi, Silvano conversou com ele) disse que poderíamos dormir ali na entrada. E assim olhando pela cerca a piscina ainda cheia, água limpinha ... nos quedamos do lado de cá da cerca ...
Nada como estar com os tanques de água limpa cheios. Fiz o jantar enquanto estava claro, arrumei os "trens" e  depois à luz de velas jogamos "caxeta".


E tomamos as cervejas feitas à base de conhaque! Buenas!

Bom dia ... só nos falta 200 km para Arganda del Rey! 

Falamos com Hilário e fomos direto para o camping. Almoçamos e organizamos as coisas para levar. Por volta de 16:00 horas ele nos resgatou.


E aqui estamos ... hoje é sexta-feira dia de sair de "tapas" e a beber com os amigos.

Ocorre esses dias a VII Ruta de la Tapa de Arganda: com o patrocínio da Cerveza Mahou
- 21 estabelecimentos participam dessa rodada
- cada bar/restaurante oferece uma "tapa"=petisco e uma cerveja Mahou pequena por 2,20
- a brincadeira é que se pede somente uma vez, toma-se a cerveja e vamos a outro bar que a turma tenha ouvido boas referências ou por gosto
- depois de comer a tapa, carimba-se a credencial e vamos dando notas a cada "tapa"
- ao final da Ruta, entregamos essa credencial e aí saberemos qual a "tapa" que mais agradou nesse ano ... vamos a contribuir ...

Algo semelhante ocorre com o www.comidadebuteco.com.br, que teve início em  BH. 

Arganda del Rey : para homenagear a presidentedilmal vou usar suas palavras ... Arganda tem sua história desde quando a "humanidade se tornou humana" ou podemos dizer "quando nós mulheres nos tornamos sapiens"

Há registros de idades distintas: neolítico, ferro, bronze ou com celtas, romanos, árabes ... uma mescla.
Atualmente sua população é de +- 60.000 com +- 80 etnias diferentes , com os romenos em primeiro lugar e paquistaneses em segundo ... 
Pertence à Comunidade Autônoma de Madrid e dista 25 km da Capital. 

28 e 29.09.2015 - Mortagne - Macau - Branne

Dias 21 e 22 - Região dos vinhos Médoc=Terra do Meio, por estar espremida entre o Oceano Atlântico e o Estuário de Gironde 


Padeiro passou 08:30 com sua buzininha estridente ... nada a fazer, a não ser levantar, comprar baguete e tomar café. C'est ci bon!


A parte baixa é onde está localizado a marina ... maré baixa
                                  Um local aprazível, cidade simpática, muitas trilhas


Ainda estamos na região Charente-Maritime

 Almoçamos no Supermercado Leclerc, e enquanto Silvano "sesteava" fui passear e comprar coisinhas e vinhos.

                                Blaye, um pouco antes de Bordeaux, também tem porto para atravessar o Estuário. O preço bem razoável (30 pilas/euros), para uma travessia de 30' dependendo da maré, aportando em Lamarque.

                                      Cleci e Silvano, 2 tontos dando tchauzinho



Região Vinícola de Bordeaux - o solo é pedregoso na região do Médoc e Graves;  e argiloso na margem direita.
A maior parte dos Bordeaux é uma mescla de variedades: Cabernet Sauvignon e Franc, Merlot, Malbec.
Em 1855, houve entre os produtores uma classificação dos vinhos produzidos na região que ficou conhecida como Grands Crus Classées , muitos produtores ficaram de fora, houve insatisfação entre outros. Mas até hoje as vinícolas ostentam a sua classificação em 1855.  



Estamos na época da vindima e em alguns locais as uvas já foram colhidas, há grande movimento de tratores e migrantes que fazem esse trabalho
Nomes como Château Latour, Gruaud-Larose, Vieux Château Certan não estão ao alcance de qualquer mortal ... é só para "vermos" de onde saem as uvas que serão engarrafadas e vendidas por muitos $$$$$. A ver!  
A região de Pauillac concentra  grandes nomes: o prédio atrás do Silvano é por onde entram os tratores com as caixas das uvas do Château Mouton-Rothschild, que por motivos óbvios, não está aberto ao público "turístico". Esse Château contrata artistas para criar os rótulos de seus vinhos.

Andamos por estradinhas, "experimentamos" algumas uvas e realmente estavam no ponto!
Em Macau nos informaram que havia camping, pero no hay. No estacionamento havia 6 motorhomes para passar a noite e aí nos instalamos também. Depois do jantar, uma volta pela cidade, muito frio e voltamos rápido.

Dia seguinte retornamos alguns kms até Margaux. 

Château Margaux e a entrada das uvas ... movimentadíssimo por sinal ...Por aqui também turistas circulam por aqui e ali mas não entram nas instalações
Construído em 1802, produz o clássico Margaux Premier Cru 
Em Bordeaux, o château está no centro da garantia da qualidade. Pode ser básico ou grandioso, histórico ou moderno. 
O Château é o símbolo da tradição e da filosofia de que o caráter de um vinho começa em seu solo.



O Château Margaux tem algumas instalações novas com a assinatura do arquiteto "Sir" Norman Foster. Acima nova sala de tanques de fermentação

Paisagem comum entre vinhedos: igreja ou château
Château de Palmer, data de 1856, uma cara mais moderna, neo-renascentista e produz um ótimo (é o que dizem...) Margaux Troisième Cru . Reparem que tem uma pessoa no teto falando ao celular e devia estar "mirando" a colheita de suas uvas ...  
Roseiras não são apenas por boniteza, se houver ataque de alguma praga as roseiras por serem mais frágeis sofrerão primeiro os efeitos e haverá tempo de salvar as parreiras.

De Margaux rumamos até St-Emilion e passamos direto por Bordeaux sem entrar. Como temos pouco tempo a preferência é por lugarejos pequenos e míticos na área vinícola.
Almoçamos no pátio da estação ferroviária.
St-Emilion é sinônimo de um ótimo vinho tinto, mas também é uma cidade encarapitada num elevado cercada por vinhas de todos os lados. Tem origem no século 8, quando o ermitão Emiliano escavou na rocha uma caverna para residir.
A partir dessa caverna, um mosteiro e na Idade Média uma pequena cidade.



 Nessa subida os vinhedos que produzem o vinho Ausone 


 Ruas estreitas, casas medievais e restos das fortificações do século 13




Silvano e uma sacolinha ... que será?! Oh! não! Mais uma garrafa de vinho!!!
 Partimos em busca de outros nomes famosos de St-Emilion

Não parece mas ele estava bem contente de estar às portas do Petrus, fechadas ok, mas às portas ...

 Vinhedos e caixa de correios do Château Petrus: detalhes bobos mas que na hora fazem a diferença ...


Estivemos também nas Vinícolas Cheval Blanc, Figeac e só nos basta olhar
 
O camping em St-Emilion cerrou as portas dia 27-Set, isto é, anteontem e essa região é pobrinha em campings. O jeito é andar até achar um local adequado.

Chegamos em Branne e havia uma "estação de serviços" para motorhomeiros:
você compra ficha (jeton) e pode usufruir de energia e água por 2 horas. Para dormir era em outro local também à beira do Rio Dordogne.
O que foi bem interessante e diferente: compramos ficha e com energia tomamos banho no próprio motorhome, jantamos e ainda enrolamos um pouco lendo e eu fazendo minha "tapeçaria".
Fomos para o local onde dormir, um estacionamento do outro lado dessa ponte, bem iluminado e com apenas outro motorhome. Jogamos dominó e fomos dormir.
O dia terminou bem com esse arranjo!   
                          Ponte sobre o Rio Dordogne, em Branne

Boa noite! Falta 750 km para chegar em Arganda del Rey, na Espanha, em casa de Marivi e Hilário.

15-10-2017 - Arganda del Rey - Madri - Granada

Um belo domingo de sol! Outono calorento! Céu azul! Hilário nos levou até o aeroporto Barajas 09:00 para “locar” um carro e bandear uns di...